Um esquema de segurança foi montado em frente ao Fórum de Paranaíba Um esquema de segurança foi montado em frente ao Fórum de Paranaíba - Foto/Talita Matsushita

PARANAÍBA

Jurados absolvem acusados do caso 'Delanzinho'

O julgamento durou 15 horas

Por Talita Matsushita 5 AGO 2017 - 06h:23

Depois de 15 horas de julgamento, o caso do homicídio do jovem Vanderlan Alves de Freitas Júnior, conhecido como  Delanzinho teve um desfecho; os réus foram absolvidos. Marlon José Anselmo da Silva e Sharlon Alves Garcia eram os  acusados pela morte do jovem paranaibense.

Eles foram levados a júri popular nove anos depois do crime. O julgamento teve início às 8h da última sexta-feira e terminou aproximadamente 23h do mesmo dia.

O caso 

As investigações da Polícia Civil apontaram como mandante do crime, Marlon José Anselmo da Silva, na época com 26 anos, contabilista, já o co-autor do crime trata-se de Sharlon Alves Garcia, 39 anos, cabeleireiro, que  residia em Paranaíba, o executor, Ronaldo Barreto Caetano, conhecido por Ronaldão, que também residia em Paranaíba e faleceu em 21 de junho de 2009. Ronaldo Caetano era acusado de praticar duplo homicídio no dia 19 de junho deste ano no Jardim das Paineiras, tendo como vítimas duas mulheres.

Delanzinho foi morto a tiros no dia 26 de julho de 2008, por volta das 17h30, na rua  Major Heliodoro Rodrigues (abaixo das Fipar- Faculdades Integradas de Paranaíba). Na tarde do crime o jovem havia estacionado seu veículo Gol, de cor branca, em frente a uma residência próxima do local dos fatos, onde era realizada uma festa. Assim que desceu do carro, ele foi abordado por dois indivíduos em uma motocicleta.

Uma vizinha relatou que presenciou quando o condutor da moto colidiu com o veículo contra Vanderlan, derrubando-o no chão. O passageiro da moto desceu do veículo e desferiu socos contra ele e com a mão na cintura disse: "quer viver, então corra".

 Provavelmente, Vanderlan notou que o agressor estava armado e correu rua abaixo. Ele foi perseguido pelo indivíduo, que efetuou um disparo de revólver, e nesse momento a vizinha ouviu a vítima dizer “para, para, para”. Em seguida, foram ouvidos mais cinco disparos, que atingiram Vanderlan nas costas, peito e boca. Ele caiu no chão, próximo a um monte de areia, e teve morte instantânea.

Enquanto o indivíduo efetuava os disparos, o seu colega ficou lhe aguardando em cima da moto, parado na esquina. Após disparar contra a vítima, o atirador correu, subiu na garupa da moto e ambos desapareceram.

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